Por: bahiananet.com.br
A demissão de seis trabalhadores da Rivoli Construtora, empresa responsável pela construção da nova ponte sobre o Rio Jequitinhonha, na BR-101, provocou forte repercussão no município nesta terça-feira (18/11). Os funcionários desligados, todos pais de família residentes em Itapebi, haviam participado recentemente de uma paralisação reivindicando melhores condições de trabalho, segurança e respeito aos direitos trabalhistas.
Segundo relatos de colegas de equipe, as demissões foram interpretadas como uma forma de retaliação à mobilização organizada pelos próprios trabalhadores. Eles afirmam que o ambiente na obra já vinha sendo marcado por tensão e insatisfação, diante do que consideram práticas rigorosas e, por vezes, intimidadoras.
“Os trabalhadores só querem seus direitos garantidos. As reivindicações são por condições dignas, não por privilégios. Mandar embora quem participou da paralisação parece uma punição”, disse um funcionário, que preferiu não ser identificado por medo de represálias.
Reivindicações e denúncias
A paralisação realizada pelos operários tinha como objetivo cobrar melhorias em questões como:
° Estrutura adequada para execução das atividades
° Equipamentos de proteção e segurança
° Jornada de trabalho alinhada às normas vigentes
° Respeito às reivindicações apresentadas ao setor de recursos humanos
Moradores e familiares dos trabalhadores afirmam que a empresa estaria “passando por cima” dos direitos garantidos pela legislação, o que ampliou o sentimento de revolta na comunidade. Para muitos, a postura adotada pela construtora demonstra “falta de consideração” com os profissionais itapebienses.
Repercussão no município
A obra da nova ponte é considerada uma das mais importantes da região e vinha sendo vista como oportunidade de geração de emprego e renda no município. Por isso, as demissões tiveram ainda mais impacto.
“O que aconteceu é lamentável. A cidade esperava que essa obra valorizasse nossa mão de obra e respeitasse quem está ali todos os dias, no sol, na chuva, ajudando a construir um dos maiores projetos da região”, afirmou um morador.
Organizações locais e representantes políticos acompanham a situação, e alguns trabalhadores já buscam apoio de órgãos de fiscalização e entidades de classe para garantir que seus direitos sejam preservados.
Posicionamento da Rivoli Construtora
Até o fechamento desta matéria, a Rivoli Construtora não havia se manifestado oficialmente sobre as denúncias de perseguição e sobre os motivos específicos das demissões. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.
Próximos passos
A reportagem continua acompanhando o caso e buscará ouvir também o Ministério Público do Trabalho (MPT), sindicatos da categoria e demais autoridades competentes para compreender os desdobramentos da situação.
