Por: bahiananet.com.br
As fortes chuvas que atingem diversas regiões da Bahia continuam provocando sérios transtornos, especialmente para quem depende das estradas. Na tarde desta segunda-feira (02/03), motoristas voltaram a denunciar a situação crítica do desvio da Veracel, que se transformou em um verdadeiro atoleiro a céu aberto.
A reportagem recebeu diversos vídeos e imagens que mostram carretas atoladas, veículos parados por horas e um longo congestionamento. Em alguns trechos, caminhões só conseguem seguir viagem com a ajuda de máquinas, evidenciando o nível de precariedade da via.
Caminhoneiros relatam revolta e sensação de abandono diante da falta de manutenção no local. Muitos afirmam que estão enfrentando prejuízos financeiros devido à demora e às dificuldades para escoar mercadorias.
“Estamos aqui desde cedo e ninguém aparece para resolver. Quando chove, vira um caos total. A gente perde horário de entrega e ainda corre risco de danificar o caminhão”, contou um motorista que seguia viagem com carga para o sul do estado.
Outro caminhoneiro destacou que a situação já é antiga e se agrava a cada período chuvoso. “Todo ano é a mesma coisa. Prometem melhorar, mas na prática nada acontece. Quem depende dessa estrada fica à mercê da sorte”, disse.
Além do prejuízo financeiro, os motoristas também enfrentam desgaste físico e emocional. Muitos passam horas dentro dos veículos, sem estrutura, alimentação adequada ou previsão de liberação da pista.
A responsabilidade pela manutenção do trecho é do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que até o momento não apresentou uma solução emergencial para o problema.
Enquanto isso, o cenário segue crítico. Caminhoneiros pedem que as denúncias ganhem visibilidade e cheguem às autoridades competentes, na tentativa de que medidas urgentes sejam adotadas.
“Não é só sobre estrada, é sobre respeito com quem move a economia desse país”, desabafou um dos motoristas.
A situação no desvio da Veracel escancara mais uma vez as dificuldades enfrentadas por quem vive do transporte rodoviário, principalmente em períodos de chuva, quando a falta de infraestrutura se torna ainda mais evidente.

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