Trabalhadores do IGH seguem sem receber verbas rescisórias após saída da gestão do Hospital Luís Eduardo Magalhães

Por: bahiananet.com.br / Informações - PortoSeguroNoticas



Funcionários terceirizados do Instituto de Gestão e Humanização (IGH), que deixou a administração do Hospital Luís Eduardo Magalhães no final de outubro, continuam sem previsão para receber as verbas rescisórias. A mudança para uma nova empresa gestora trouxe expectativa de estabilidade, mas acabou resultando em incertezas e dificuldades financeiras para dezenas de trabalhadores.


De acordo com relatos ouvidos pela reportagem, o salário referente ao último mês trabalhado foi depositado apenas na sexta-feira passada, dia 14, após dias de atraso e apreensão. Apesar do pagamento, os funcionários afirmam que nenhuma data foi informada para o acerto final das demissões, que também não foram homologadas, deixando todos em situação de vulnerabilidade.


O clima de tensão aumentou quando a representante do IGH deixou o hospital afirmando que não havia qualquer previsão para retornar à unidade nem para regularizar os pagamentos pendentes. A justificativa apresentada pelo instituto aos colaboradores era a falta de repasses da Secretaria de Saúde da Bahia (SESAB) para cobrir os valores rescisórios.


Entretanto, fiscais da própria SESAB que estiveram no hospital nos últimos dias afirmaram aos trabalhadores que o montante já havia sido liberado ao IGH, contradizendo a versão da antiga gestora. A divergência entre as informações acendeu ainda mais o alerta entre os funcionários, que agora temem uma demora ainda maior para receber seus direitos trabalhistas.


Sem comunicação oficial do IGH e sem respaldo imediato da nova empresa que assumiu a administração, os colaboradores seguem inseguros sobre o futuro. Muitos relatam dificuldades para honrar compromissos básicos enquanto aguardam o pagamento das rescisões.


Representantes sindicais da área da saúde acompanham o caso e devem buscar esclarecimentos formais junto ao IGH e à SESAB. Há expectativa de que o Ministério Público do Trabalho (MPT) também seja acionado caso o impasse não seja solucionado nos próximos dias.


Enquanto isso, os trabalhadores continuam cobrando transparência e urgência na regularização da situação, reforçando que o atraso nas verbas rescisórias compromete diretamente o sustento de suas famílias e caracteriza violação de direitos garantidos por lei.

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