Por: bahiananet.com.br - belmontenews
Noah morreu na manhã desta terça-feira (18), no Hospital Estadual Luiz Eduardo Magalhães (HDLEM), em Porto Seguro, após apresentar uma piora grave enquanto aguardava transferência para uma unidade com estrutura especializada.
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Segundo informações relatadas pelos familiares, a criança começou a receber atendimento médico em Itabela. Com o agravamento do quadro, os responsáveis decidiram encaminhá-la por conta própria para Porto Seguro, onde o menino deu entrada no HDLEM por volta das 13h de segunda-feira (17).
Pedido de transferência foi inserido durante a madrugada
Após a avaliação médica no hospital, a equipe teria identificado a necessidade de transferência para uma unidade com maior suporte assistencial.
De acordo com a família, o pedido foi inserido na Central Estadual de Regulação da Bahia (CER-BA) às 1h24 da madrugada de terça-feira, sob a ocorrência nº 5011548.
No decorrer da madrugada, Noah permaneceu internado e sob acompanhamento da equipe médica, enquanto aguardava a definição de uma vaga compatível com a gravidade do seu quadro.
Ainda segundo os familiares, por volta das 8h, houve a confirmação de uma vaga e autorização para transferência para o Hospital Ramos.
A transferência, entretanto, não chegou a ser realizada.
Criança sofreu agravamento antes do transporte
No momento em que os procedimentos para o deslocamento estavam sendo organizados, Noah apresentou uma grave descompensação clínica.
A equipe médica iniciou imediatamente as manobras de reanimação e os procedimentos necessários para tentar estabilizar a criança. Apesar dos esforços, o menino não resistiu e teve o óbito confirmado ainda nas dependências do hospital.
A morte provocou grande comoção entre familiares e pessoas próximas, que agora buscam respostas sobre a sequência de acontecimentos que antecedeu o desfecho.
Família questiona tempo de espera
Para os familiares, a demora na disponibilização de uma vaga especializada precisa ser esclarecida pelas autoridades responsáveis.
A família também quer saber quais medidas foram adotadas durante o período em que Noah permaneceu no hospital aguardando transferência e se havia alternativas capazes de garantir atendimento em uma unidade de maior complexidade antes do agravamento do quadro.
“A perda de Noah expõe o drama diário de quem depende da fila de regulação na Bahia. Queremos respostas claras sobre a assistência prestada ao nosso filho”, afirmaram familiares.
Os questionamentos, neste momento, são apresentados pela família e não representam, por si só, uma conclusão sobre eventual responsabilidade dos profissionais ou das instituições envolvidas.
Caso reacende discussão sobre atendimento pediátrico
A morte de Noah também volta a chamar atenção para uma realidade enfrentada por moradores do extremo sul da Bahia: a necessidade de transferência de pacientes graves para unidades com estrutura especializada.
Casos pediátricos de maior complexidade podem exigir atendimento em serviços com equipes especializadas, equipamentos específicos e leitos de terapia intensiva. Quando uma vaga precisa ser buscada fora do município de origem, o processo envolve regulação, confirmação do leito e organização do transporte adequado.
No caso de Noah, a família questiona justamente o intervalo entre a solicitação da transferência e a efetivação do deslocamento.
Hospital e Sesab ainda não divulgaram esclarecimentos
Até o fechamento desta reportagem, o Hospital Estadual Luiz Eduardo Magalhães e a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) não haviam divulgado manifestação oficial detalhando o quadro clínico apresentado por Noah, os critérios utilizados para a transferência ou as circunstâncias relacionadas à disponibilização da vaga.
Também não havia, até então, esclarecimento oficial sobre a dinâmica do processo de regulação referente à ocorrência nº 5011548.
O espaço permanece aberto para manifestação do hospital, da Sesab e dos demais órgãos envolvidos.
A morte de Noah deixa uma família enlutada e provoca uma série de perguntas que agora aguardam respostas oficiais. Mais do que apontar culpados, os familiares buscam entender se todos os procedimentos possíveis foram adotados diante da gravidade do caso e se o atendimento oferecido foi compatível com a urgência apresentada pela criança.
O caso deverá continuar sendo acompanhado, especialmente diante da cobrança por esclarecimentos sobre o atendimento, a regulação do leito e a tentativa de transferência.

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