Por: bahiananet.com.br - Bocão News
O caso aconteceu no distrito de Águas Claras, em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Oliver permaneceu internado por vários dias em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre, mas não resistiu aos ferimentos. A morte foi confirmada pela Polícia Civil na madrugada desta quinta-feira (9).
Confissão do crime
Durante depoimento à delegada Luana Tamiozzo Medeiros, responsável pela investigação, Dandre Jermaine Grayson confessou ter desferido diversos socos contra o peito e o abdômen do menino. Além disso, admitiu ter batido a cabeça da criança contra o chão, provocando lesões gravíssimas.
Após as agressões, o próprio pai levou o filho até um hospital em Viamão. No entanto, diante da gravidade do quadro clínico, Oliver precisou ser transferido às pressas para Porto Alegre, onde recebeu atendimento intensivo, mas acabou falecendo.
Prisão em flagrante
Os profissionais de saúde identificaram sinais evidentes de violência e acionaram imediatamente a Polícia Militar. O missionário foi preso em flagrante ainda no hospital.
Na última segunda-feira (6), durante audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, considerando a gravidade do caso e a necessidade de garantir o andamento das investigações.
Polícia investiga histórico de violência
As investigações apontam que Oliver pode não ter sido a única vítima de agressões dentro da família.
Segundo a Polícia Civil, existem registros em pelo menos outros dois estados brasileiros indicando que três dos outros filhos do casal, com idades de cinco, sete e nove anos, também teriam sofrido maus-tratos semelhantes.
Além disso, os investigadores apuram denúncias de violência doméstica contra a esposa do missionário. A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) solicitou medidas protetivas para garantir a segurança da mulher e das demais crianças.
Família morava no Brasil há nove anos
De acordo com a investigação, a família é de origem norte-americana e vive no Brasil há cerca de nove anos. Há aproximadamente seis meses, mudou-se para Viamão, onde passou a residir no distrito de Águas Claras.
As autoridades trabalham para esclarecer todas as circunstâncias do caso e identificar se houve episódios anteriores de violência que não chegaram ao conhecimento dos órgãos de proteção.
Comoção e investigação
A morte de Oliver provocou forte comoção e revolta nas redes sociais. O caso reacendeu o debate sobre a importância da denúncia de situações de violência contra crianças e da atuação dos órgãos de proteção para evitar tragédias semelhantes.
A Polícia Civil segue reunindo provas, ouvindo testemunhas e analisando o histórico da família. O inquérito deverá apontar todos os crimes atribuídos ao investigado, que permanece preso preventivamente e à disposição da Justiça.
Se condenado, o missionário poderá responder por homicídio qualificado, além de outros crimes relacionados aos maus-tratos contra os demais filhos e à possível violência doméstica contra a esposa, caso as investigações confirmem as denúncias.

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