A Festa de Iemanjá, celebrada nesta segunda-feira (2) no Rio Vermelho, combina religiosidade, cultura e lazer, reunindo devotos, turistas e curiosos em um evento que movimenta a economia local e oferece imersão na história afro-brasileira. A homenagem à Rainha do Mar mantém forte dimensão popular, com bênçãos de babalorixás e ialorixás convivendo com música, comércio e celebração cultural.
Entre os participantes está o educador físico Marcelo Soares, 43, que remou do Porto da Barra até a Praia da Paciência para unir fé e exercício físico. “É dia de renovar a fé. De agradecer, não apenas pedir, como faço há seis anos, sempre de stand-up paddle. Eu e Deus, sob a proteção da Rainha das Águas”, afirmou.
A chegada do presente principal foi marcada por uma alvorada de fogos na Colônia de Pesca Z1, local onde os visitantes deixam oferendas em grandes balaios até as 16h. Para o turista inglês James Beals, em sua primeira visita a Salvador, a festa é uma oportunidade de aprendizado cultural. “Andar por aqui, ainda mais com a possibilidade de ver essa festa de perto, é uma grande experiência, algo como um retorno à universidade”, disse, acompanhado da esposa e do filho de cinco meses.
Na areia, milhares de pessoas vestidas de branco e azul participaram da celebração, levando flores e perfumes a Iemanjá. A ialorixá Jucilene dos Santos, 51, distribuiu axé a baianos e visitantes. “Vim trazer bênçãos de paz, saúde e prosperidade para as pessoas. A festa é minha vida, Iemanjá é mãe de todos os orixás, logo, é também nossa mãe”, afirmou.
Mãe Nicinha de Nanã, do Terreiro Olufanjá, explicou o simbolismo do presente deste ano, inspirado pela artista plástica Sandra Rosa e preparado com antecedência para que os orixás o aceitem.
Além da dimensão religiosa, a festa é fonte de renda para comerciantes locais. Rogério Ferreira, 56, vende bebidas no Rio Vermelho há oito verões, e destacou que a procura aumenta a partir do meio-dia, quando a festa ganha mais animação.
Fonte: Alô Alô Bahia

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