Por: bahiananet.com.br - Informaçoes: PortoSeguroNoticias
Trabalhador afirma que foi seguido pelo visitante após discussão envolvendo uma prancha; homem apontado como autor da agressão ainda não foi localizado
Um vendedor ambulante de Porto Seguro, conhecido como Júnior, teve os dois braços fraturados após ser agredido por um turista no último dia 4, nas imediações da Praia de Taperapuan, próximo à Cabana do Gaúcho, um dos pontos de grande movimentação turística do município.
Segundo o relato do trabalhador, a confusão teria começado após a venda de uma prancha para um turista que seria natural de Vitória da Conquista. De acordo com Júnior, o equipamento acabou quebrando durante o uso, provocando uma discussão entre os dois.
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O visitante teria solicitado a devolução do dinheiro pago pela prancha. Júnior afirma que explicou que não poderia devolver integralmente o valor, pois, segundo ele, a quebra teria ocorrido em razão de mau uso do equipamento.
Na tentativa de solucionar o impasse, o ambulante teria oferecido devolver metade do valor pago ou realizar a troca da prancha por um modelo menor. A proposta, no entanto, não teria sido aceita pelo turista.
Trabalhador afirma que foi seguido
Ainda conforme o relato de Júnior, após o desentendimento na praia, ele deixou o local e iniciou o retorno para casa. O ambulante afirma que o turista teria passado a segui-lo.
A agressão teria acontecido posteriormente nas proximidades da entrada do bairro Paraíso dos Pataxós. Segundo o trabalhador, o homem teria partido para cima dele e provocado lesões graves nos dois braços.
O suspeito ainda não foi localizado.
O caso deverá ser investigado pelas autoridades competentes, que poderão esclarecer as circunstâncias da agressão e identificar o responsável.
Dois braços fraturados e afastamento do trabalho
Após a agressão, Júnior foi socorrido e encaminhado ao Hospital Luís Eduardo Magalhães, em Porto Seguro. Devido à gravidade das lesões, ele precisou passar por cirurgia para tratar as fraturas.
O trabalhador recebeu alta hospitalar nesta quarta-feira (9) e agora segue em recuperação em casa.
Com os dois braços fraturados, entretanto, Júnior está temporariamente impossibilitado de trabalhar. Ele atua como vendedor ambulante de brinquedos e ainda não existe previsão para que possa retornar às atividades.
A situação representa um duro golpe para o trabalhador, que depende da renda obtida diariamente com o comércio ambulante para manter a família.
Sem trabalhar, família enfrenta dificuldades
Além de estar impossibilitado de exercer sua profissão, Júnior enfrenta dificuldades financeiras durante o período de recuperação.
Segundo informações repassadas por pessoas próximas, o ambulante mora de aluguel e é responsável pelo sustento da família. Ele também tem uma filha autista.
Como não contribui para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Júnior não conta, neste momento, com benefício previdenciário por incapacidade que possa garantir uma renda durante o afastamento.
Diante desse cenário, familiares, amigos e colegas de profissão iniciaram uma mobilização para ajudar o trabalhador a enfrentar os próximos dias, especialmente com despesas relacionadas à alimentação, moradia e demais necessidades básicas.
Associação dos Ambulantes presta apoio
A situação também mobilizou a Associação dos Ambulantes de Porto Seguro.
Nesta quarta-feira (9), o presidente da entidade, Renato, esteve na residência de Júnior para prestar solidariedade ao trabalhador e à família.
A visita reforçou a união entre os trabalhadores do comércio ambulante, que decidiram se mobilizar para tentar amenizar as dificuldades enfrentadas por Júnior durante o período em que permanecer afastado.
A expectativa é de que outras pessoas também possam contribuir com a família até que o ambulante esteja recuperado e tenha condições de voltar ao trabalho.
Família disponibiliza Pix para receber doações
Quem quiser ajudar Júnior pode contribuir por meio de transferência via Pix.
A família destaca que qualquer valor será importante neste momento, já que o trabalhador está sem poder exercer sua atividade profissional e ainda não tem previsão de retorno.
O episódio chama atenção para a vulnerabilidade enfrentada por trabalhadores que dependem exclusivamente da atividade diária para garantir o sustento de suas famílias.
Enquanto se recupera das graves fraturas, Júnior conta com o apoio dos colegas e da comunidade de Porto Seguro para atravessar o período de recuperação e, posteriormente, retomar suas atividades profissionais.

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