Por: bahiananet.com.br - Alojuca
Uma mãe procurou a equipe do Alô Juca, nesta segunda-feira (21), para pedir ajuda diante da interrupção do fornecimento de um medicamento utilizado no tratamento do filho, uma criança diagnosticada com autismo nível 3 de suporte.
Siga nosso Instagram oficial e acompanhe notícias em tempo real, bastidores e informações exclusivas: https://www.instagram.com/almeida.locutor01?igsh=ajF5eDI1emhidGZq
Joseane é mãe de Ian, que realiza acompanhamento multidisciplinar e, segundo o relato da família, utiliza um medicamento à base de canabidiol importado dos Estados Unidos. De acordo com a mãe, o produto não é encontrado no Brasil e vinha sendo disponibilizado pelo plano de saúde após uma decisão judicial.
Segundo Joseane, a liminar que determinava o fornecimento do medicamento foi recentemente derrubada. Com isso, o tratamento acabou sendo interrompido.
Mãe relata mudanças no comportamento da criança
Durante entrevista ao Alô Juca, Joseane contou que Ian já havia passado por diferentes tratamentos medicamentosos ao longo do acompanhamento. Segundo ela, o produto à base de canabidiol apresentou, na avaliação da família, uma resposta considerada mais positiva.
A mãe afirma que, desde a interrupção do medicamento, o filho passou a apresentar episódios frequentes de crise e dificuldades relacionadas ao sono.
“Ian vem tendo diversas crises, não dorme, além de ter TDAH e distúrbio do sono. O tratamento traz qualidade de vida para ele, ajuda no desenvolvimento e evolução”, relatou Joseane.
Ainda segundo a mãe, o custo do medicamento é elevado e a família não teria condições financeiras de manter a compra de forma particular por um período prolongado.
Família busca alternativa para continuidade do tratamento
Diante da interrupção do fornecimento, Joseane decidiu tornar pública a situação e pedir ajuda às autoridades responsáveis pela saúde pública.
A família busca informações sobre a possibilidade de obtenção do medicamento por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) ou de outra alternativa que permita a continuidade do tratamento de Ian.
A reportagem procurou as secretarias de Saúde municipal e estadual para saber se o medicamento utilizado pela criança poderia ser disponibilizado pela rede pública.
Secretaria Municipal de Saúde se manifesta
Em nota enviada à reportagem, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou que o medicamento citado pela família não integra a lista oficial de medicamentos e insumos disponibilizados gratuitamente pela rede municipal.
Segundo a pasta:
“A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informa que o medicamento citado não faz parte da lista oficial de medicamentos e insumos disponibilizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas farmácias da rede municipal.”
Até o fechamento desta reportagem, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) ainda não havia retornado aos questionamentos encaminhados pela equipe de reportagem.
Apelo da família
Com a interrupção do fornecimento e diante do custo elevado do medicamento, Joseane reforçou o pedido de ajuda para encontrar uma solução que permita a continuidade do tratamento do filho.
O caso chama atenção para as dificuldades enfrentadas por famílias que dependem de medicamentos de alto custo e de decisões judiciais para garantir tratamentos prescritos por profissionais de saúde.
A família aguarda novos encaminhamentos e busca junto às autoridades uma alternativa para garantir o acesso ao tratamento de Ian.
A reportagem permanece acompanhando o caso e poderá ser atualizada caso a Sesab ou outras autoridades apresentem novos esclarecimentos.

Postar um comentário