Itororó: Advogada foi executada após criminosos não encontrarem sobrinho investigado por estelionato

Por: bahiananet.com.br


A Polícia Civil da Bahia revelou novos detalhes sobre a investigação que apura o assassinato da advogada Cláudia Félix de Oliveira, de 51 anos, executada no município de Itororó, no sudoeste baiano. As informações foram divulgadas pelo delegado Roberto Júnior durante entrevista exclusiva ao programa Alô Juca, nesta terça-feira (4).

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De acordo com o delegado, a principal linha de investigação aponta que o homicídio foi motivado por um suposto golpe financeiro de aproximadamente R$ 6 milhões, que teria sido aplicado pelo sobrinho da advogada em negociações de compra e venda de veículos em Itabuna e cidades da região.

Segundo as investigações, os suspeitos afirmam ter sofrido um grande prejuízo financeiro e passaram a procurar o sobrinho da vítima para reaver o dinheiro. No entanto, como não conseguiram localizá-lo, decidiram atacar a advogada como forma de represália, culminando em um crime premeditado.

A Polícia Civil apurou que os envolvidos monitoraram a rotina de Cláudia Félix durante vários dias antes da execução. Para dificultar a identificação, o grupo utilizou veículos alugados durante a ação criminosa, sendo que um deles circulava com a placa adulterada.

Operação Vendetta

As investigações resultaram na deflagração da Operação Vendetta, que cumpriu mandados judiciais e prendeu dois suspeitos de participação no crime: um policial militar da Bahia e um monitor de ressocialização.

Durante os interrogatórios, ambos admitiram que estiveram no local onde a advogada foi morta, porém negaram ter efetuado os disparos. Eles alegaram que foram apenas para realizar uma cobrança relacionada ao suposto prejuízo financeiro e atribuíram os tiros a um quarto integrante do grupo criminoso, que permanece foragido.

A Polícia Civil, entretanto, continua reunindo provas para esclarecer o grau de participação de cada investigado e identificar toda a dinâmica da execução.

Sobrinho também é investigado

O sobrinho da advogada, apontado como responsável pelo suposto golpe milionário, também passou a ser investigado por estelionato. Conforme informou o delegado Roberto Júnior, a prisão dele poderá ser requerida à Justiça caso sejam reunidos elementos suficientes que comprovem sua participação nas fraudes investigadas.

Investigações continuam

A Polícia Civil segue realizando diligências para localizar o suspeito foragido e concluir o inquérito policial. Também estão sendo analisadas imagens, documentos e demais provas que possam esclarecer completamente o planejamento, a execução e a participação de cada envolvido no homicídio.

O caso causou grande repercussão em Itororó e em toda a região sudoeste da Bahia, principalmente pela forma como o crime foi arquitetado e pela participação de agentes ligados ao serviço público entre os investigados.

Após a conclusão das investigações, o inquérito será encaminhado ao Ministério Público, que deverá analisar as provas e adotar as medidas judiciais cabíveis contra os envolvidos.

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