Por: bahiananet.com.br
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De acordo com o delegado, a principal linha de investigação aponta que o homicídio foi motivado por um suposto golpe financeiro de aproximadamente R$ 6 milhões, que teria sido aplicado pelo sobrinho da advogada em negociações de compra e venda de veículos em Itabuna e cidades da região.
Segundo as investigações, os suspeitos afirmam ter sofrido um grande prejuízo financeiro e passaram a procurar o sobrinho da vítima para reaver o dinheiro. No entanto, como não conseguiram localizá-lo, decidiram atacar a advogada como forma de represália, culminando em um crime premeditado.
A Polícia Civil apurou que os envolvidos monitoraram a rotina de Cláudia Félix durante vários dias antes da execução. Para dificultar a identificação, o grupo utilizou veículos alugados durante a ação criminosa, sendo que um deles circulava com a placa adulterada.
Operação Vendetta
As investigações resultaram na deflagração da Operação Vendetta, que cumpriu mandados judiciais e prendeu dois suspeitos de participação no crime: um policial militar da Bahia e um monitor de ressocialização.
Durante os interrogatórios, ambos admitiram que estiveram no local onde a advogada foi morta, porém negaram ter efetuado os disparos. Eles alegaram que foram apenas para realizar uma cobrança relacionada ao suposto prejuízo financeiro e atribuíram os tiros a um quarto integrante do grupo criminoso, que permanece foragido.
A Polícia Civil, entretanto, continua reunindo provas para esclarecer o grau de participação de cada investigado e identificar toda a dinâmica da execução.
Sobrinho também é investigado
O sobrinho da advogada, apontado como responsável pelo suposto golpe milionário, também passou a ser investigado por estelionato. Conforme informou o delegado Roberto Júnior, a prisão dele poderá ser requerida à Justiça caso sejam reunidos elementos suficientes que comprovem sua participação nas fraudes investigadas.
Investigações continuam
A Polícia Civil segue realizando diligências para localizar o suspeito foragido e concluir o inquérito policial. Também estão sendo analisadas imagens, documentos e demais provas que possam esclarecer completamente o planejamento, a execução e a participação de cada envolvido no homicídio.
O caso causou grande repercussão em Itororó e em toda a região sudoeste da Bahia, principalmente pela forma como o crime foi arquitetado e pela participação de agentes ligados ao serviço público entre os investigados.
Após a conclusão das investigações, o inquérito será encaminhado ao Ministério Público, que deverá analisar as provas e adotar as medidas judiciais cabíveis contra os envolvidos.

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