Por: bahiananet.com.br
A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta quarta-feira (5), a Operação Chicana, com o objetivo de desarticular um esquema de fraudes documentais e processuais que, segundo as investigações, era utilizado para favorecer integrantes de uma organização criminosa de atuação violenta no município de Itabela, no extremo sul do estado.
A ação resultou no cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Eunápolis. O principal alvo da operação é uma advogada de 28 anos, investigada pelos crimes de participação em organização criminosa, falsidade ideológica e fraude processual.
As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Criminal da Comarca de Itabela após representação da autoridade policial responsável pelo inquérito.
Esquema utilizava documentos falsos
De acordo com a Polícia Civil, as investigações apontam para a existência de um esquema estruturado de produção e utilização de documentos ideologicamente falsos, além da celebração de contratos supostamente simulados, com o objetivo de conferir aparência de legalidade à ocultação de patrimônio e à movimentação de bens ligados a integrantes da organização criminosa.
Ainda conforme a investigação, os documentos fraudulentos eram utilizados para dificultar a atuação da Justiça e dos órgãos de segurança pública, além de possibilitar vantagens ilícitas aos investigados.
A corporação apura se outras pessoas participaram do esquema e qual era o nível de envolvimento de cada investigado nas fraudes.
Organização criminosa é investigada por crimes violentos
Segundo a Polícia Civil, a organização criminosa beneficiada pelo esquema é investigada por uma série de crimes de grande gravidade, entre eles homicídios, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outros delitos violentos, que vêm impactando diretamente a segurança pública na região de Itabela e municípios vizinhos.
As investigações indicam que a estrutura criminosa buscava mecanismos para ocultar bens e dificultar medidas judiciais, utilizando recursos documentais considerados fraudulentos.
Material apreendido será periciado
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam aparelhos celulares, computadores, dispositivos eletrônicos, documentos físicos e outros materiais considerados relevantes para o andamento das investigações.
Todo o material recolhido será encaminhado para perícia técnica e análise especializada. A expectativa da Polícia Civil é que os equipamentos e documentos possam fornecer novos elementos de prova, identificar possíveis coautores e revelar a participação de outras pessoas no esquema criminoso.
Operação mobilizou diversas unidades policiais
A Operação Chicana foi coordenada pela Delegacia Territorial de Itabela e contou com o apoio de equipes da Diretoria Regional de Polícia do Interior Sul (DIRPIN/Sul), da Diretoria Regional de Polícia do Interior Sudoeste (DIRPIN/Sudoeste), da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (23ª Coorpin/Eunápolis) e da 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (7ª Coorpin/Ilhéus), todas vinculadas ao Departamento de Polícia do Interior (DEPIN).
A integração entre as unidades possibilitou o cumprimento simultâneo das ordens judiciais e a apreensão de materiais considerados fundamentais para o avanço das investigações.
Investigações continuam
A Polícia Civil informou que o inquérito permanece em andamento e que novas diligências não estão descartadas. O material apreendido passará por análise detalhada e poderá embasar novos pedidos judiciais, além de contribuir para o aprofundamento das investigações sobre a atuação da organização criminosa e de eventuais colaboradores.
A corporação ressalta que a operação representa mais uma etapa do trabalho de combate às organizações criminosas que atuam no extremo sul da Bahia, reforçando o compromisso das forças de segurança no enfrentamento ao crime organizado e à prática de fraudes destinadas a ocultar patrimônio e dificultar a atuação da Justiça.

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