Por: bahiananet.com.br - PortoSeguroNoticias
Profissionais médicos que atuam no Hospital Luís Eduardo Magalhães (HLEM) denunciaram que seguem sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e afirmam que o compromisso assumido para a regularização dos pagamentos até a última terça-feira (15) não foi cumprido. A situação, segundo a categoria, tem gerado dificuldades financeiras para dezenas de profissionais e suas famílias, além de aumentar a insatisfação diante da falta de uma nova previsão para a quitação dos valores em atraso.
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De acordo com os médicos, durante uma reunião realizada no mês de junho com representantes da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), foi informado que os pagamentos referentes aos meses de abril, maio e junho seriam efetuados até o dia 15 de julho. No entanto, próximo ao prazo estabelecido, os profissionais afirmam ter sido comunicados de que os recursos não seriam liberados na data prometida, sem que fosse apresentada uma nova previsão oficial para o pagamento.
A categoria destaca que, mesmo diante do atraso acumulado de três meses, os atendimentos à população continuam sendo realizados normalmente, garantindo o funcionamento dos serviços hospitalares. Segundo os profissionais, a continuidade do trabalho demonstra o compromisso da equipe médica com os pacientes, apesar da insegurança financeira enfrentada.
Os médicos também criticam o tratamento dado ao caso e alegam que estão sendo prejudicados por um impasse administrativo que foge ao controle da categoria. Eles questionam o fato de servidores contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estarem recebendo seus salários regularmente, enquanto os profissionais contratados na modalidade Pessoa Jurídica (PJ) permanecem sem qualquer remuneração pelos serviços já executados.
Além da ausência dos pagamentos, os profissionais ressaltam que os contratos na modalidade PJ exigem o cumprimento de obrigações fiscais, tributárias e administrativas, o que aumenta ainda mais o impacto financeiro provocado pelos atrasos. Mesmo sem receber, muitos médicos continuam arcando com despesas relacionadas à manutenção de suas empresas, emissão de notas fiscais, impostos e demais custos inerentes ao exercício da atividade.
Em nota, o grupo afirma que dezenas de famílias enfrentam dificuldades para cumprir compromissos financeiros básicos em razão da demora na liberação dos recursos. Segundo os médicos, a situação compromete não apenas a estabilidade financeira dos profissionais, mas também representa uma falta de reconhecimento pelo trabalho desempenhado diariamente na assistência à população.
Os profissionais reforçam que continuarão buscando uma solução por meio do diálogo com os órgãos competentes e cobram da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia uma resposta concreta para a regularização dos pagamentos. Para a categoria, o recebimento pelos serviços já prestados não representa um privilégio, mas um direito garantido e essencial para a valorização dos trabalhadores da saúde.
Até o momento, não há confirmação de uma nova data para a quitação dos valores em atraso.
Espaço aberto
O Bahia Na Net mantém o espaço aberto para manifestação da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), da direção do Hospital Luís Eduardo Magalhães ou da empresa responsável pela gestão dos contratos médicos. Caso seja encaminhada uma nota oficial, a reportagem será atualizada para contemplar todos os lados envolvidos na situação. (73)9 8885-1813

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