Por: bahiananet.com.br
A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta semana, a Operação Columbia, uma ampla ação interestadual destinada ao combate de um sofisticado esquema de estelionato, falsificação documental e fraudes eletrônicas que teria causado prejuízos superiores a R$ 1,5 milhão em diferentes regiões do país.
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A operação foi coordenada pela Delegacia Territorial de Itagimirim, vinculada à 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (COORPIN) de Eunápolis, com apoio das equipes da 5ª e 7ª COORPINs, sediadas em Valença e Ilhéus, além das Polícias Civis dos estados de Minas Gerais e Santa Catarina.
Durante as diligências, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e oito mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, Minas Gerais e Santa Catarina. A investigação mira integrantes de uma organização criminosa especializada em utilizar identidades empresariais de forma fraudulenta para obtenção ilícita de mercadorias de alto valor.
Investigação começou após empresa receber cobranças indevidas
As apurações tiveram início após a empresa Columbia Exploração Mineral Ltda registrar diversos boletins de ocorrência relatando cobranças referentes a negociações comerciais desconhecidas pela direção da companhia.
A partir das denúncias, o Núcleo de Inteligência da 23ª COORPIN iniciou um trabalho técnico de rastreamento de dados, análise documental e monitoramento de informações eletrônicas, conseguindo identificar os principais envolvidos e a estrutura operacional do grupo criminoso.
Segundo a Polícia Civil, os investigados se passavam por representantes legítimos da empresa perante fornecedores localizados em diferentes estados brasileiros, utilizando documentos falsificados, ordens de compra fraudulentas e assinaturas falsificadas do administrador da companhia.
Modus operandi envolvia empresas, telefones falsos e desvio de mercadorias
De acordo com as investigações, o grupo utilizava números telefônicos fictícios ou cadastrados em nome de terceiros para negociar diretamente com empresas fornecedoras. Após a aprovação das compras, os criminosos indicavam transportadoras específicas para retirada dos materiais adquiridos, desviando as mercadorias para endereços distintos dos originalmente informados.
Entre os produtos obtidos de forma fraudulenta estão cabos elétricos, fibras ópticas, pneus e diversos artigos técnicos industriais de alto valor comercial.
A Polícia Civil informou que o prejuízo total identificado até o momento ultrapassa R$ 1,5 milhão, mas não descarta a possibilidade de novos casos surgirem durante o avanço das investigações.
Prisões e apreensões
Com base no conjunto de provas reunidas ao longo da investigação, a autoridade policial representou pelas medidas cautelares junto ao Poder Judiciário, que autorizou oito mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária contra os principais suspeitos envolvidos no esquema criminoso.
Durante o cumprimento das diligências, os policiais apreenderam aparelhos celulares, computadores e diversos documentos considerados importantes para a continuidade das investigações.
Foram presos:
- José Raimundo Santos Oliveira;
- Gilberto Rodrigues de Almeida.
O investigado Ronan Yago Wiethorn não foi localizado pelas equipes policiais e é considerado foragido da Justiça.
Polícia segue investigando ramificações do esquema
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa, além de empresas e pessoas que possam ter sido vítimas do esquema.
Os materiais apreendidos durante a operação passarão por perícia e análise detalhada, podendo contribuir para a descoberta de novas fraudes praticadas pelo grupo em outros estados brasileiros.
A Operação Columbia reforça a atuação integrada das forças policiais no combate aos crimes de estelionato eletrônico e fraudes empresariais interestaduais, modalidades criminosas que têm crescido significativamente nos últimos anos no país.

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