Porto Seguro: Falta de equipamentos e atrasos salariais agravam situação de hospital regional na Bahia

Por: bahiananet.com.br Informações: PortoSeguroNoticias


A situação do Hospital Deputado Luís Eduardo Magalhães, principal unidade hospitalar da região de Porto Seguro, acendeu um alerta entre pacientes, familiares e profissionais de saúde. Relatos recentes apontam uma série de problemas que vão desde demora no atendimento até a falta de insumos básicos, levantando questionamentos sobre a gestão e a qualidade dos serviços prestados.

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Um dos casos que ganhou maior repercussão foi relatado pelo empresário Cauê Sekiguchi. Segundo ele, sua esposa está internada desde o início da semana sem ter realizado exames essenciais para o diagnóstico e tratamento adequado. A paciente foi diagnosticada com pedra na vesícula, mas, de acordo com o relato, não recebeu a dieta específica recomendada para o quadro clínico.

Ainda conforme o empresário, a paciente permaneceu acomodada em um corredor da unidade, junto a outros pacientes, evidenciando a superlotação e a falta de estrutura adequada para internações. Ele também denunciou dificuldades para entrar no hospital acompanhado do filho pequeno, apontando possíveis falhas no cumprimento de direitos básicos, como o de amamentação. Além disso, relatou ter presenciado um tratamento considerado inadequado por parte da equipe de segurança.

Outro ponto que gerou preocupação foi a estrutura física do hospital. De acordo com o denunciante, um extintor de incêndio com prazo de validade vencido foi identificado dentro da unidade, o que levanta questionamentos sobre a segurança do local e a manutenção dos equipamentos obrigatórios.

As denúncias não se limitam aos pacientes. Profissionais de saúde que atuam no hospital, sob condição de anonimato, descrevem um cenário ainda mais crítico nos bastidores. Segundo eles, há escassez de medicamentos, materiais cirúrgicos e até mesmo de equipamentos considerados essenciais para o atendimento de urgência e emergência.

Um dos principais problemas apontados é a ausência de funcionamento de um tomógrafo há cerca de seis meses. A situação, segundo os médicos, compromete diretamente a capacidade de diagnóstico da unidade, obrigando, em alguns casos, a transferência de pacientes para outras cidades.

Os profissionais também denunciam atrasos recorrentes nos pagamentos, que podem ultrapassar 80 dias, além de relatarem um clima de insegurança e desmotivação entre a equipe. Esse cenário, de acordo com eles, impacta diretamente na qualidade do atendimento prestado à população.

Diante da gravidade das denúncias, cresce a pressão por respostas e providências por parte das autoridades estaduais, responsáveis pela administração da unidade. Pacientes, familiares e trabalhadores cobram medidas urgentes para reestruturar o hospital, garantir condições dignas de trabalho aos profissionais e assegurar um atendimento adequado à população.

Até o momento, não houve posicionamento oficial detalhado sobre as denúncias. O espaço segue aberto para manifestação dos órgãos responsáveis.

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