Por: bahiananet.com.br
A determinação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para demolir a Praça Pernambuco, localizada às margens da BR-101 no distrito de São João do Paraíso, em Mascote, gerou forte insatisfação e mobilização popular. A medida, autorizada por decisão judicial, tem sido classificada pelos moradores como injusta e desumana, devido à importância social do espaço para a comunidade.
A Praça Pernambuco é um dos principais pontos de convivência do distrito. O local conta com parquinho infantil, área arborizada e equipamentos de academia ao ar livre utilizados diariamente por idosos. Para muitos moradores, a praça não é apenas um espaço público, mas um símbolo de integração social, lazer e bem-estar coletivo.
Diante da confirmação da demolição, moradores têm se organizado e marcaram para esta quinta-feira (27/11) uma manifestação pacífica em defesa da preservação do espaço. A mobilização pretende chamar a atenção das autoridades e reforçar o apelo para que a decisão seja revista ou, ao menos, discutida de forma mais ampla com a comunidade afetada.
Além da revolta pela demolição, moradores também criticam o que consideram falta de prioridade do DNIT em relação a outras demandas urgentes da região. A principal queixa diz respeito à ponte sobre o Rio Jequitinhonha, estrutura fundamental para o tráfego entre municípios e considerada por muitos como estando em condições preocupantes.
Segundo relatos, a ponte teria passado por intervenções superficiais, sem obras profundas que garantam a segurança plena dos usuários. Para os moradores, enquanto a praça é ameaçada de demolição, a ponte ― vista como um risco potencial ― não recebe a devida atenção.
“A comunidade depende tanto da praça para o convívio quanto da ponte para se deslocar. É revoltante ver um espaço de lazer ser derrubado enquanto uma obra tão importante parece receber apenas maquiagem”, afirmou um morador que participa da organização do protesto.
A Prefeitura de Mascote informou que recorreu diversas vezes à Justiça na tentativa de impedir a demolição, utilizando todos os meios legais disponíveis. Contudo, as tentativas não foram suficientes para reverter a decisão que autoriza o DNIT a realizar a remoção da estrutura.
Com a manifestação marcada e o clima de insatisfação crescente, a população de São João do Paraíso espera que sua mobilização sirva para abrir diálogo, sensibilizar as autoridades e evitar que a Praça Pernambuco ― considerada um dos principais patrimônios comunitários do distrito ― seja destruída sem que alternativas sejam discutidas.



