Operação: 50 crianças e adolescentes são resgatadas das ruas

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

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De 23 de setembro para cá, 50 crianças e adolescentes que estavam nas ruas de Salvador em situação de vulnerabilidade social foram resgatadas pela polícia civil durante a realização da Operação “Cinderela”. A maioria delas estavam em sinaleiras pedindo esmola ou vendendo doces.

Na manhã desta segunda-feira (25), como uma forma de prevenir que os direitos dos menores sejam feridos, as delegadas da Dercca (Delegacia de Repressão a Crimes contra a Criança e o Adolescente) e da DAI (Delegacia do Adolescente Infrator) estiveram no Salvador Shopping para darem início à campanha “Guardiões da Infância - Cuidar e Proteger Sempre”.

 Titular da Dercca, Simone Moutinho (Foto: Nilson Marinho/BNews)

A ideia, de acordo com a titular da Dercca, Simone Moutinho, é prevenir e coibir a exploração do trabalho infanto juvenil. Nos próximos dias, a Polícia Civil estará em outros centros de compras da capital baiana distribuindo folhetos informativos e conversando com clientes, empresários e funcionários sobre os crimes que envolvem menores. A visita da Polícia Civil nesta segunda contou com os shows do Tio Paulinho e do cantor Nando Borges.

“A Constituição Federal determina que a obrigação maior do Estado é proteger crianças e adolescentes, estamos nos shoppings conclamando toda a população a pensar sobre isso, que todos nós somos guardiões das crianças”, explica Moutinho. 

"O objetivo dessa campanha é conscientizar a população sobre o papel institucional da Polícia Civil neste trabalho em sintonia com os shoppings no sentido de atuar, no caso da DAI, de mostrar o papel do adolescente em conflito com a lei, aquele que pratica atos tipificado como crimes", completou a delegada Ana Virgínia Paim.

Delegada Ana Virgínia Paim, titular da DAI (Foto: Nilson Marinho/BNews)

Operação Cinderela

As crianças resgatadas foram encaminhadas para o Conselho Tutelar, onde profissionais avaliaram a situação de cada um deles. Em casos mais graves as vítimas foram encaminhadas para abrigos da cidade. Em outros, eles retornaram para o seio familiar e seus pais advertidos — maior parte dos casos.

"Entemos que essas famílias estão em situação de vulnerabilidade, o que não justifica que essas crianças estejam ali, em risco. Todo o objetivo da sociedade deve ser proteger as crianças [...] O simples fato de estar nas ruas em situação de mendicância ou vendendo bala é exploração de trabalho infantil. O nome da operação [Cinderela] é justamente por isso, a madrasta que tinha o dever de cuidar dela, a explorava", disse Moutinho. 


Fonte: Bocão News

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